segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Abuso Emocional - violência psicológica



Semana passada mostramos a conhecida violência doméstica física. A despeito de ainda ser tabu em nossa sociedade falar abertamente sobre o tema, e ainda vigorar a lei do silêncio, continuamos lutando para erradicar a violência doméstica.

No entanto, no Brasil ainda nada se fala sobre a violência psicológica. Esta deixa marcas eternas nas almas e na psiquê de suas vítimas. O abuso emocional, como é conhecido, precisa ser divulgado para que possamos nos defender de tal violência.

Fale, o silêncio pode ser fatal.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Esperança

Levantei-me trôpega. Saí do quarto a esbarrar nas paredes, garganta seca, consequência da vida no planalto central.

Ainda tonta, a vi caída no meio do corredor. Estava morta! Morta?

Cheguei mais perto, apertei os olhos, parecia morta. Estava quase morta. Respirava pouco, vivia pouco, comia pouco, sentia pouco: a vida era um fio curto. E eu olhando, como quem observa o espelho depois de anos sem se olhar.

A pergunta não queria calar: viva-morta ou morta-viva?

Com a ponta dos dedos, fui tentando. Algo lhe havia atingido as bases. Já não tinha firmeza sobre os próprios pés. Mal podia equilibrar-se assim, mas - surpresa - ainda havia vida!

Um sorriso escapou, escorreu pelo canto da boca, sem que pudesse conter. Estava viva, afinal. Avariada, mas viva.

Segui o rumo do dia com a certeza de que vivia. Mesmo trôpega, lá estava. Mas qual não foi o desalento, quando mais tarde, passando pelo corredor estreito, a vi caída novamente. Durante todo o dia havia dado mostras de franca recuperação.

Frágil.

Cheguei mais perto, apertei os olhos. Já não respirava, não sorria, não comia, não sentia. O fio [se] foi. Morreu!

No epitáfio curto com o sua própria vida dizia:

Aqui jaz Esperança.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ROTEIRO PARA ENTRAR NA E=R

Redes Sociais - Iniciando e Compartilhando a Pesquisa

Hoje vou de... Cecília Meireles



''A maior pena que eu tenho, punhal de prata, não é de me ver morrendo, mas de saber quem me mata.''

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fale sem medo - não à violência doméstica



A violência pode ser física, psicológica ou moral... e pode ser perpetrada por companheir@, irmão, filho, pai. É uma questão de gênero. Divulgue o tema, promova o debate e ajude a conscientizar meninas, jovens e mulheres em nosso país.

Falar é o primeiro passo para conter a violência contra mulheres.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Hoje vou de...

Chagall - Pomerade

Hoje vou de... Clarice Lispector



''Enquanto houver perguntas e eu não tiver respostas... Continuarei a escrever''

domingo, 9 de janeiro de 2011

Hoje vou de... Thaís Werneck







''Vão-se os lenços,
Fica a jugular
E o sangue que corre nela.''

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo, Livro Novo!

Livro e a metáfora da vida foi tema de um e-mail que recebi dia desses. Embora seja nada original, gostei do efeito e, sim,  por dias os macacos sambavam no sótão.

Folheando o livro 2010, primeiro descompromissada, pouco a pouco percebi quanto relê-lo era importante. Rever erros e acertos, escolhas e omissões trazia à consciência que sou autora da história, com méritos e responsabilidades.

Dei-me conta que esse livro é escrito à caneta, com tinta não lavável. O que escrevi ao longo de 2010, assim como as palavras ditas, não poderia ser apagado. Ali estava, registrado para a posteridade com todas as suas circunstâncias e consequências. Nenhuma escolha é inconsequente, ainda que assim o queiramos. E não nos é possível arrancar páginas. Dores e amores convivem no Livro 2010. 

Escrevo as últimas linhas do Livro 2010. Em poucas horas ele será fechado e colocado na estante, apenas para consulta. Não se presta a empréstimo. E no momento em que colocá-lo na prateleira desta primeira década dos 2000, receberei um novo volume: todinho em branco.

O que vou escrever? Ainda não sei. Sei apenas que em 2011 quero cometer erros novos. Desejo que o amor vença o medo e eu possa entrar com peito aberto. Desejo que a compreensão e o respeito, por mim e pelos outros, seja maior que a insegurança. Quero que o cuidado com meus corpos e com minha existência terrena seja maior que a falta de tempo ou o abandono de mim. E quero ainda, mais que tudo, clareza para enxergar o que realmente quero.

Enquanto esse post amadurecia na fila de publicação as primeiras linhas 2011 foram escritas, as primeiras escolhas foram feitas, o capítulo I recebeu seu título: Eu Quero

E o que mais quero em 2011 é serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que posso  e sabedoria para distinguir umas das outras. (oração da serenidade). 

Quero ainda:

Aprender o AMOR,
Conquistar a PAZ, cada dita, todos os dias
manter a SAÚDE, física, mental e emocional
curtir muito a FAMÍLIA, 
honrar a PROSPERIDADE,
ganhar DINHEIRO, fazendo o que amo,
viver a ABUNDÂNCIA, todos os dias
agradecer pelos AMIGOS, que estão  a meu lado, presentes ou ausentes, para apoiar quando preciso e para celebrar as conquistas.
ver DILMA ROUSSEF fazer um grande governo e CONSOLIDAR a participação de mulheres nos espaços de PODER.

ESCREVER, ESCREVER, ESCREVER...